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Saco Azul desaba ao fim de 10 anos: Vieira e todos os arguidos saem absolvidos

O chamado processo Saco Azul terminou esta quinta-feira com a absolvição de todos os arguidos, entre eles o ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, num desfecho que encerra uma investigação arrastada durante uma década e marcada, segundo o tribunal, por dúvidas que já não foi possível dissipar.

Na leitura do acórdão, no Tribunal de Lisboa, o juiz sublinhou que só uma perícia técnica forense teria permitido apurar, com rigor, quem fez o quê, quem acedeu ao sistema informático e que tipo de alterações terão sido introduzidas. Passados dez anos sobre os factos, essa verificação já não podia ser feita em condições de sustentar uma condenação segura.

No centro das dúvidas esteve a actividade do empresário José Bernardes, proprietário da empresa Questãoflexível. O Ministério Público defendia que existiram contratos simulados entre essa sociedade e a Benfica Estádio, pagos também pela Benfica SAD, num alegado esquema de consultadoria informática. Mas o tribunal considerou não ter ficado demonstrado, sem margem para incerteza, em que qualidade e com que enquadramento concreto terão sido realizados esses trabalhos.

Segundo o juiz, a grande questão esteve sempre em perceber em que “chapéu” actuava José Bernardes quando prestava serviços relacionados com o Benfica. Haveria argumentos num sentido e no outro, mas não prova suficientemente sólida para afastar a dúvida.

Além de Luís Filipe Vieira, foram igualmente absolvidos o antigo administrador executivo do Benfica, Domingos Soares de Oliveira, o ex-director financeiro Miguel Moreira, José Bernardes, José Raposo, Paulo Silva, bem como a Benfica SAD e a Benfica Estádio.

A acusação dizia respeito a um alegado esquema montado entre 2015 e 2018, através de contratos fictícios de consultadoria informática, que teria permitido retirar mais de 1,8 milhões de euros do universo Benfica, parte dos quais regressariam depois ao clube em numerário. No entanto, o colectivo de juízes concluiu que, com a prova produzida em julgamento e a distância temporal dos factos, não foi possível chegar a uma conclusão segura e livre de dúvida razoável.

À saída do tribunal, Rui Costa falou num alívio para o clube, lembrando os danos causados à imagem do Benfica ao longo de dez anos. O presidente encarnado considerou que o processo lançou suspeitas sobre a instituição e alimentou dúvidas entre os adeptos, sustentando que a decisão agora conhecida vem repor o bom nome do emblema da Luz.

Também a defesa de Luís Filipe Vieira criticou a demora da justiça. O advogado Manuel Magalhães e Silva afirmou que uma absolvição ao fim de uma década representa sempre uma tragédia pessoal para quem viveu esse tempo sob o peso de uma possível condenação, insistindo na ideia de que justiça tardia está longe de ser verdadeira justiça.

Do lado do Benfica, o advogado Rui Patrício chamou ainda a atenção para o próprio nome pelo qual o processo ficou conhecido. Frisou que, apesar da designação “Saco Azul” ter marcado o caso desde o início, nunca chegou a ser demonstrada a existência de qualquer saco azul, defendendo que o julgamento acabou por expor a fragilidade de uma narrativa que, durante anos, pairou sobre o clube.

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