Noite de faca nos dentes em Londres: Arsenal e Atlético jogam final antecipada na Champions
Gyökeres tenta empurrar os ingleses para a primeira final em 20 anos, enquanto Simeone prepara mais uma noite de resistência europeia.
A Liga dos Campeões tem esta noite um daqueles jogos que parecem feitos para rebentar redes sociais. Arsenal e Atlético de Madrid defrontam-se no Emirates, às 20h00 de Portugal continental, na segunda mão das meias-finais, depois do empate 1-1 registado em Madrid. Quem vencer segue para a final. Quem cair fica com a época europeia reduzida a cinzas.
O Arsenal chega ao jogo com a vantagem emocional de decidir em casa e com uma ambição que já não se disfarça. Mikel Arteta prometeu uma equipa a jogar “como feras”, numa noite em que os adeptos ingleses preparam uma receção especial e o maior tifo da história do clube. O objetivo é claro: regressar à final da Champions pela primeira vez desde 2006.
Há boas notícias para os londrinos. Martin Ødegaard e Kai Havertz estão disponíveis para a decisão, apesar de terem falhado o treino aberto. A recuperação dos dois dá a Arteta mais soluções para um jogo em que o Arsenal vai precisar de talento, paciência e sangue frio.
Do outro lado está o Atlético de Madrid, que raramente entra nestas noites para fazer figura decorativa. A equipa de Diego Simeone já sabe viver no desconforto, baixar linhas, sofrer, irritar o adversário e esperar pelo momento certo para morder. Julián Álvarez, peça decisiva no ataque espanhol, também está na comitiva, apesar de um susto físico nos últimos dias.
A primeira mão deixou tudo em aberto e também alguma polémica. Em Madrid, os dois golos nasceram de grandes penalidades: Viktor Gyökeres marcou para o Arsenal e Julián Álvarez respondeu para o Atlético. O 1-1 empurrou toda a pressão para Londres, onde qualquer erro pode valer uma eliminação.
Gyökeres, antigo avançado do Sporting, volta a estar no centro das atenções. O sueco já tinha feito estragos ao Atlético nesta edição da prova, com dois golos na vitória por 4-0 dos ingleses sobre os espanhóis na fase de liga. A UEFA lembra ainda que o Atlético tem sofrido frente a equipas inglesas nas provas europeias: apenas duas vitórias nos últimos 13 jogos contra clubes da Premier League.
O Arsenal parte com ligeiro favoritismo, mas há noites em que o favoritismo serve apenas para aumentar o drama. Simeone sabe disso melhor do que quase todos. Arteta também já percebeu que, nesta fase, jogar bonito não chega. É preciso sobreviver aos nervos, à pressão e àquela estranha maldade que a Champions costuma guardar para quem começa a acreditar demasiado cedo.
Esta noite, em Londres, não se joga apenas uma meia-final. Joga-se uma entrada na história. E, pelo meio, Gyökeres pode voltar a ser o homem que transforma uma eliminatória inteira num problema para o adversário.
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