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Boavista à beira do colapso: Loureiro acusa “abutres” e pede travão à venda do Bessa

O antigo presidente do Boavista FC, João Loureiro, reapareceu esta sexta-feira com duras críticas à situação do clube, falando numa ameaça real ao património axadrezado e apontando o dedo a interesses imobiliários que, diz, estão à espreita do Estádio do Bessa.

Numa posição pública inédita desde que deixou a presidência, há oito anos, o ex-dirigente manifestou surpresa perante o anúncio de venda do estádio em hasta pública, precisamente numa altura em que decorrem negociações com credores. Para Loureiro, o momento levanta sérias dúvidas e exige uma leitura mais ampla por parte da Justiça, tendo em conta o peso social do clube na cidade do Porto.

O antigo líder apelou mesmo à intervenção das instituições, incluindo a Câmara Municipal do Porto, para travar o que descreve como uma investida de “abutres do imobiliário”, defendendo que o estádio não pode cair nas mãos de quem não respeite a identidade e a história do Boavista.

O complexo do Bessa vai a leilão já na próxima semana, com um valor base a rondar os 38 milhões de euros, num contexto financeiro delicado: o passivo global ultrapassa os 150 milhões. A decisão apanhou de surpresa a atual direção, liderada por Rui Garrido Pereira, que garante estar a tentar travar o processo, à semelhança da claque Panteras Negras, que avançou com uma impugnação judicial. Já a SAD, presidida por Fary Faye, diz estar a acompanhar o dossiê.

Loureiro reconhece que a atual liderança herdou um cenário “perto de catastrófico”, marcado por divisões internas e dificuldades acumuladas, mas insiste que a origem do problema remonta à perda de controlo da SAD. Segundo o próprio, a venda da maioria do capital a investidores externos deixou o clube fragilizado, com apenas uma participação residual, sem garantias suficientes de proteção.

O ex-presidente afirma ter alertado, na altura, para os riscos dessa decisão, mas diz não ter sido ouvido. Desde então, sustenta, a situação financeira degradou-se de forma acentuada, com o passivo a crescer de forma exponencial.

Num apelo à união, Loureiro pede o envolvimento de todo o universo do futebol português, incluindo a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal, lembrando casos internacionais de solidariedade entre clubes. Evoca, por exemplo, o apoio financeiro prestado pelo Bayern Munique ao Borussia Dortmund, em 2003, para evitar a sua falência.

Entretanto, cresce também a contestação interna. O movimento “Unidos pelo Boavista” entregou um requerimento com centenas de assinaturas a exigir uma assembleia geral extraordinária para discutir o futuro da direção.

Com quase 123 anos de história, o Boavista enfrenta um dos momentos mais delicados da sua existência. E, nas palavras de quem o liderou durante mais de uma década, o tempo começa a escassear para evitar um desfecho que pode marcar de forma irreversível o clube portuense.

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