FC Porto sobrevive aos penáltis e atira campeão europeu para fora da Champions
Dragões bateram o Óquei de Barcelos numa meia-final dramática em Coimbra e vão discutir a Liga dos Campeões de hóquei em patins frente ao Barcelona.
O FC Porto está na final da Liga dos Campeões de hóquei em patins, depois de eliminar este sábado o Óquei de Barcelos, atual detentor do troféu, num jogo impróprio para cardíacos. No Pavilhão Multidesportos Mário Mexia, em Coimbra, os dragões venceram por 3-1 no desempate por grandes penalidades, após empate 2-2 no tempo regulamentar e 3-3 no prolongamento.
A equipa portista esteve quase sempre obrigada a correr atrás do prejuízo. O Óquei de Barcelos entrou melhor e adiantou-se logo aos quatro minutos, por Vieirinha, numa transição rápida. O FC Porto respondeu ainda antes do intervalo, com Ezequiel Mena a empatar aos 22 minutos, num remate de meia distância.
Na segunda parte, Miguel Rocha voltou a colocar a formação minhota em vantagem, aos 34 minutos, através de uma grande penalidade. Quando o Barcelos parecia mais perto de segurar o resultado, Gonçalo Alves apareceu a dois minutos do fim do tempo regulamentar para fazer o 2-2 e empurrar a decisão para prolongamento.
O tempo extra repetiu o guião da tarde: primeiro marcou o Óquei de Barcelos, novamente por Miguel Rocha, aos 55 minutos; depois respondeu o FC Porto, outra vez por Gonçalo Alves, aos 57. O capitão portista assinou dois golos decisivos e manteve os azuis e brancos vivos até aos penáltis.
Nas grandes penalidades, o FC Porto foi mais frio. Edu Lamas, Gonçalo Alves e Carlo Di Benedetto marcaram para os dragões, enquanto Ivan Morales foi o único jogador do Óquei de Barcelos a concretizar. A equipa de Paulo Freitas garantiu assim a segunda presença consecutiva na final da prova, deixando pelo caminho o adversário que a tinha derrotado na final da época passada.
Na final, marcada para as 18h00 de domingo, o FC Porto vai defrontar o Barcelona, que eliminou o Benfica por 4-3 na outra meia-final. Os catalães chegaram a estar a vencer por 4-2 e resistiram à reação encarnada, fechando o cartaz de uma final europeia de peso em Coimbra.
Para os dragões, fica uma vitória arrancada a ferro, nervo e eficácia no momento mais ingrato do hóquei. Para o Óquei de Barcelos, fica a queda do campeão europeu, depois de uma meia-final em que esteve três vezes na frente, mas nunca conseguiu matar o jogo.